Daee Nefaléns.
Faltam poucos dias para para o aniversário de 3 anos do Diablo III e o que será que vem por aí?
Caso alguns jogadores não tenham percebido, uns dias atrás, o jogo teve uma atualização e a maioria julgou ser do PTR 2.2.1, mas especulemos que pode vir algo bem legal por aí. Afinal gente, é aniversário né!!!!
Seria um bônus, seria um banner, uma asa, um pendão, uma casa do lado da Blizzard pra melhorar nosso ping? São muitas possibilidades e expectativas. Será nesta próxima sexta-feira, dia 15 de maio de 2015 (obvio).
Na página oficial do facebook perguntaram, qual foi sua maior aventura em santuário. Se você deseja responder diretamente para eles, basta acessar AQUI. Da minha parte, eu não saberia responder qual foi a minha maior aventura, mas sei responder que foi a única até hoje que me prendeu por tanto tempo.
Quem não conhece a minha trajetória, eu contarei agora. Eu nunca fui uma gamer. Na verdade sempre preferi conversar e debater pela internet. Até que fui apresentada a diversos jogos de MMORPG, jogos de estratégia, RPG, Magic on line. Assumo que joguei fazendinha no bom e velho Orkut. Tinha um jogo sobre investimento e bolsa de valores lá que eu era muito RYCAH, Eike delícia gente. No smarphone joguei todas aquelas tranqueiras de Perguntados, Jewels, aqueles de restaurantes e lojas de moda infernais e como se não pudesse surpreender mais ninguém jogava My Little Poney diáriamente.
Pois é, além de Aion, Mu online, Travian, killing floor, Second Life, The Crims, PoE, Dofus, BioShock, Dota 2, League of Legends, The Binding of Isaac, Terraria, The Secret World, Perfect World, Silkroad, CUBICO³, BrainStorm, saia da maldita sala, quarto, elevador, melhor parar por aqui antes que eu revele que joguei muito Tíbia, ao ponto de meu personagem ter quase 300 de nível. Mas não estamos aqui para falar disso e sim para contar a minha experiência.
Muito antes do lançamento, mais de 20 amigos me falaram que finalmente sairia a continuação do jogo Diablo II e que não existia jogo como esse. Que eu precisaria jogar, que depois dessa experiência minha vida seria outra (morria de medo de filmes de terror). Até que meu ex-namorado, muito empolgado disse que comprou o jogo e se eu não gostaria de testar para jogar com ele. Na verdade eu queria permanecer no meu joguinho sem graça conversando de madrugada com pessoas interessantes, mas resolvi fazer uma surpresa para ele e comprei na pré-venda digital (e me arrependo até hoje de não ter comprado a Edição de colecionador).

O meu maior pesadelo foi que eu comecei a jogar no dia do lançamento depois que muita gente ficou presa no ERRO 37. Não se confundam, não é o 3007, ou 3006 ou muito menos o 3005. Erro 37, servidores abarrotados de jogadores ansiosos pela continuação tão querida pela galera. Eu fui sortuda porque quando cheguei do trabalho a confusão já estava resolvida e pude jogar normalmente. A maior briga foi que o "ex", não entendeu como alguém que nunca tinha ouvido falar no jogo tinha mais de 50 amigos na lista (meus amigos RL - de verdade, jogavam e muito hein).
Comecei com a querida Sônia, Bárbara linda. Mas demorava tanto para upar, que eu troquei para a monja e em pouco tempo cheguei ao nível 60. Upar antigamente, não é como hoje e era bem complicado dependendo da classe escolhida. Pensa numa pessoa com 50 amigos que estavam na lista apenas para bullying. Ninguém me upou, ninguém me deu item. Todo mundo caçoava porque eu ainda estava na campanha no pesadelo, enquanto estavam no inferno. E quando finalmente cheguei ao inferno não conseguia sair do ato I, aquele ato II era impossível de começar.
Ninguém queria jogar comigo porque eu catava tudo, cutucava todos os corpos e monte de pedrinhas, apertava as paredes pra ver se tinha algo secreto, falava com todos os NPCs. Eu tinha tanta hora de jogo parada na cidade e conversando com amigos no chat, que obviamente estavam me zoando, que um belo dia saiu um tal de mundo secreto dos pôneis e existiam itens impossíveis de conseguir devido a tanta aleatoriedade. Mas eu, a loba solitária, a newbie que não servia pra party fiz o meu lindo cajadinho e lá fui no modo normal ver aquele mundo lindo. Quando pipocou a conquista, recebi mais mensagem do que em dia de aniversário. Ainda teve um ****** prefiro não definir que pediu para levá-lo à este mundo. Só que existe um detalhe: o meu cajado era normal e ele queria nível inferno. O cara não tinha o item e ainda ficava me esculachando.
Os meus amigos reais me magoaram de uma forma desnecessária, que comecei a deletá-los e a fazer amigos no jogo. Mas foi a segunda pior parte, como eu não conhecia o jogo e como as coisas funcionavam, embora seja muito intuitivo, outros jogadores sem caráter, diziam que o item era lixo e que eu deveria joga lo no chão ou dar para algum personagem mais fracos deles. E isso em menos de 3 meses de jogo. Não tinha mais namorado, amigos e agora não sabia em quem confiar. Quando conheci um jogador chamado Ivel, que me tratava como uma pessoa qualquer e sem muitas frescura por ser mulher, me dava puxão de orelha, me ensinava sobre atributos dos itens e disse que não adiantava 1400 de resistência a tudo com 30.000 de dano.
Com 5 meses de jogo, resolvi entrar em jogos públicos porque me sentia muito sozinha. Poxa, gastei 100 contos na parada e não tinha dado nada certo. Conheci o jogador Mafaldo, que me apresentou a Lakíssima, assim como conheci muitas pessoas, mas eles me levaram a um programa chamado TS3, que foi aonde conheci o Megadev e foi quando começou a minha vida de verdade dentro e fora do Diablo III. Ele me ensinou a pesquisar builds, mas que isso não era tudo, que eu precisava testar e me adaptar ao equipamento que tinha. A mística só veio com a expansão, então precisávamos de itens tops que normalmente estavam na Casa de Leilões, mas prefiro me abster desse assunto.
Não teve um dia que eu não jogasse com o Rafa, e foi no Hardcore que nos conhecemos. Na verdade ofereceram uma recompensa de 2 bilhões pela minha cabeça. Isso era uma fortuna na época, mas eu não matei ninguém intencionalmente, as pessoas que não são tão atenciosas, ou não notaram que não nasceram pra esse modo de jogo. Depois disso, me perguntar, qual o melhor momento do jogo no Santuário? Seria chegar ao paragon 100? Seria ser uma das primeiras a entrar no nível dos pôneis? Seria fazer amigos inesquecíveis e conhecer o amor da minha vida? Como escolher um momento de um jogo que me escolheu. Um jogo que fico uma semana sem jogar, mas meu coração vibra sempre que consigo uma nova conquista.
Então se me perguntarem, qual foi a minha maior aventura em Santuário, terei de responder que foi comprar o jogo. Essa foi a minha verdadeira aventura no mundo dos games e na vida real.
Um beijinho e até a próxima!
Gostaríamos de agradecer o apoio das seguintes páginas e comunidades de Diablo III no facebook:
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